Enfrentando a violência LGBTQIAP+
desafios para a atuação efetiva do Ministério úblico.
DOI:
https://doi.org/10.36662/rjcnmp.v11.731Palavras-chave:
Ministério Público, Democracia, ViolênciaResumo
O presente artigo analisou a atuação do Ministério Público para a proteção LGBTQIAPN+, instituição com função de proteção da democracia, do pluralismo e dos direitos humanos, atribuída pelo legislador constituinte. A análise partiu do pressuposto de que a República Federativa do Brasil é comprometida com a proteção do grupo em razão dos compromissos assumidos no plano internacional sobre defesa de direitos humanos e, mais especificamente, acerca da proteção da população LGBTQIAPN+. Os Princípios de Yogyakarta e dos Princípios de Yogyakarta+10 foram apontados como instrumentos relevantes para a salvaguarda dessas vítimas, ao lado das normativas internas disponíveis, em sua maioria provenientes de fonte jurisprudencial. Foi abordada a relevância da atuação preventiva e que acompanha as transformações sociais para qualidade do serviço institucional, com enfoque na perspectiva resolutiva. Por fim, foram apontados alguns desafios para a proteção de vítimas LGBTQIAPN+ pelo Ministério Público. O objetivo geral foi responder o questionamento: “quais os principais desafios do Ministério Público para a proteção LGBTQIAPN+ enquanto instituição com atribuição para defesa de direitos humanos?”. Utilizou-se de metodologia indutiva analisando a literatura, normativas internacionais sobre o tema e alguns casos emblemáticos da jurisprudência interna.
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